El cas Alyne Pimentel: la violència obstètrica al Brazil a través de la interseccionalitat i de la perspectiva feminista del sud global
Resum
En aquest article s’analitza el cas Alyne Pimentel des d’una perspectiva interseccional i s’investiga com la violència obstètrica al Brasil reflecteix i intensifica les desigualtats de gènere, racials i de classe. S’ofereixen crítiques al feminisme blanc hegemònic, basades en l’anàlisi decolonial del feminisme comunitari. L’objectiu central és comprendre de quina manera aquestes opressions s’entrellacen amb l’experiència del part i avaluar els límits i les possibilitats del sistema de justícia per afrontar aquest fenomen que ha desposseït les dones de l’autonomia sobre els seus propis cossos. Per a això, s’adopta una metodologia qualitativa basada en l’anàlisi documental i teòrica i es comparen marcs normatius nacionals i internacionals amb resultats d’investigacions empíriques ja consolidades sobre pràctiques d’atenció obstètrica al país. La fonamentació teòrica inclou autores feministes negres i referents del pensament feminista comunitari que emergeixen en el context llatinoamericà del sud global per dilucidar els reforços de la subordinació i les pràctiques explotadores del cos-territori de dones indígenes. Els resultats mostren que la violència obstètrica ocorre de manera selectiva i afecta de manera més intensa les dones en situació de vulnerabilitat social i que la resposta judicial, si bé existeix, tendeix a no incorporar de manera consistent els marcadors de gènere, raça, classe social, ètnia i cosmovisió. Es conclou que abordar la violència obstètrica requereix un canvi de paradigma jurídic i institucional, amb l’adopció necessària de la perspectiva interseccional amb els estàndards internacionals.
Paraules clau
Drets humans de les dones, Violència obstètrica, Interseccionalitat, Feminisme comunitari, Poder judicialReferències
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