El caso Alyne Pimentel: La violencia obstétrica en Brasil a través de la interseccionalidad y de la perspectiva feminista del sur global

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Resum

En este artículo se analiza el caso Alyne Pimentel desde una perspectiva interseccional y se investiga cómo la violencia obstétrica en Brasil refleja e intensifica las desigualdades de género, raciales y de clase. Se ofrecen críticas al feminismo blanco hegemónico, basadas en el análisis decolonial del feminismo comunitario. El objetivo central es comprender de qué forma esas opresiones se entrelazan con la experiencia del parto y evaluar los límites y las posibilidades del sistema de justicia para afrontar este fenómeno que ha despojado a las mujeres de la autonomía sobre sus propios cuerpos. Para ello, se adopta una metodología cualitativa basada en análisis documental y teórico y se comparan marcos normativos nacionales e internacionales con hallazgos de investigaciones empíricas ya consolidadas sobre prácticas de atención obstétrica en el país. La fundamentación teórica incluye autoras feministas negras y referentes del pensamiento feminista comunitario que emergen en el contexto latinoamericano del sur global para dilucidar los refuerzos de la subordinación y las prácticas explotadoras del cuerpo-territorio de mujeres indígenas. Los resultados muestran que la violencia obstétrica ocurre de manera selectiva y afecta de manera más intensa a las mujeres en situación de vulnerabilidad social y que la respuesta judicial, si bien existe, tiende a no incorporar de modo consistente los marcadores de género, raza, clase social, etnia y cosmovisión. Se concluye que abordar la violencia obstétrica requiere un cambio de paradigma jurídico e institucional, con la necesaria adopción de la perspectiva interseccional con los estándares internacionales.

Paraules clau

Derecho humanos de las mujeres, Violencia obstétrica, Interseccionalidad, Feminismo comunitario, Poder Judicial

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Publicades

30-12-2025

Com citar

Ramos de Mello, A., & Vechi Saviato, M. (2025). El caso Alyne Pimentel: La violencia obstétrica en Brasil a través de la interseccionalidad y de la perspectiva feminista del sur global. Dret I gènere, 2(2), 102–125. https://doi.org/10.5565/rev/derechoygenero.47

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